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Com o IGP-M acima dos 23%, o importante é negociar o reajuste nos alugueis


Em 2020, o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) fechou acumulando alta de 23,14%. O índice que é utilizado para reajustar preços de locações de imóveis deixou muita gente preocupada com o risco de não conseguir arcar com o valor do aluguel muito acima do esperado.


Locatários estão acostumados a ter o valor pago reajustado anualmente pelo índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Porém, em 2020 o indicador ficou bem acima do registrado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, que ficou em 4,52%.


Para não deixar essa conta pesar ainda mais no orçamento familiar a dica é negociar. Segundo Juliana Moreira, CEO da Sindicompany, empresa de sindicância profissional, a pandemia diminuiu a renda de muita gente e não comportasse um aumento tão expressivo no valor do aluguel, por isso é preciso tentar alternativas. “Em época de epidemia, os proprietários estão mais flexíveis. Sugiro que os locatários conversem com seus proprietários e tentem utilizar o IPCA como índice para os reajustes a partir deste ano”, afirma.


Para conseguir êxito neste tipo de negociação, é preciso manter um contato constante com o proprietário do local e não apenas durante a época do reajuste. “Acredito que o ideal seria iniciar a negociação com 60 dias antes do reajuste acontecer, dando prazo para que as partes pensem e negociem”, alerta Juliana. Ela ainda destaca que caso o imóvel seja admi


nistrado por uma empresa, é preciso envolver a empresa na negociação. “A administradora do aluguel conhece as dores pessoais do proprietário e do locatário. Assim, terá uma postura profissional e não passional, e tentará argumentar com o proprietário que muitas vezes mais vale um bom locatário que um bom aluguel”, completa.


Conhecido como "inflação do aluguel", o IGP-M foi criado na década de 1940 para medir os preços de forma geral, e com o tempo se tornou o índice oficial para servir de base para os reajustes nesse mercado, por ser mais abrangente do que outros índices de preços, normalmente atrelados a este segmento. Apesar de quase todo contrato de locação prever reajuste com base no IGP-M, ele não precisa ser necessariamente adotado entre as partes.


Com diversos condomínios administrados pela Sindicompany, Juliana destaca que o índice é utilizado como principal fator para o reajuste anual dos aluguéis por uma cultura criada no País, mas isso vem sendo alterado gradualmente. “As pessoas se sentem conf


ortáveis em utilizar este índice e alguns são um pouco resistentes com mudanças. Mas, temos vistos muitas modificações, especialmente após o início da pandemia. Atualmente a maioria dos novos contratos estão sendo indexados pelo IPCA ou o índice de menor valor entre os dois índices”, destaca.

Ela ainda lembra que é importante ser verdadeiro com o proprietário no momento da negociação, “não sejam econômicos em contar suas dificuldades. O proprietário, assim como você, tem seus problemas pessoais e entenderá a sua situação”, completa.


Sobre a Sindicompany

www.sindicompany.com.br



Criada a partir de uma administradora, a Sindicompany possui mais de 25 anos de experiência em gestão patrimonial e uma equipe multidisciplinar. Apoiada nos pilares de transparência, competência, economia e tecnologia, a empresa busca zelar pela manutenção e valorizar o patrimônio de seus clientes. Sob a coordenação da CEO Juliana Moreira e com uma equipe de 36 colaboradores de back office e oito síndicos divididos por departamentos, a Sindicompany utiliza de muita experiência e inovação para transformar cada condomínio no melhor lugar para se viver e/ou trabalhar.

A Sindicompany tem conquistado espaço por ser reconhecidamente uma das empresas mais estruturadas do mercado. A companhia possui uma equipe capacitada e completa para atuar em diversos segmentos do setor, atendendo de forma completa seus clientes.






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